O jornal eletrônico de Águas Claras • Quarta Feira, 18 de Julho de 2018

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Filosofia

Teria como explicar o inexplicável?

Se o universo tivesse um objetivo, segundo o filosofo Nietzsche, este objetivo já teria se confirmado.

 

 

 

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Dizem os estudiosos em cosmologia, que o universo foi criado no momento em que surgiu a forma de matéria que deu origem a tudo o que é físico, e que existe hoje em dia, e que a energia que conhecemos em suas mais variadas formas, foram a consequência da grande explosão, do que eles chamam de Big Bang. Contudo, esta teoria, a meu ver estúpida, é bem aceita pela ciência. Mas, sendo verdade, mesmo que relativa, implica acreditar que o universo teve de fato sua origem há mais ou mesmo 13 730±120 milhões de anos, portanto em instante definido.

Em 1930, o astrônomo americano Edwin Hubble “confirmou” que o universo estava se expandindo. Já o físico George Lemaitre, tentou explicar em sua pesquisa sobre a expansão do universo, (Big Bang). Com base nos estudos de Einstein, com a teoria da relatividade, tese tão confusa, que nem mesmo Einstein acreditou. Portanto, ele acha um absurdo, acreditar na expansão do universo, ele agregou a suas equações à famosa “constante cosmológica” (esta constante resolvia o problema da expansão infinita), à qual posteriormente denominaria ele mesmo como o maior erro de sua vida. Por isto Hubble foi reconhecido como o cientista que descobriu a expansão do Universo.

Esqueço, mesmo que por hora, toda esta fábula científica sobre o surgimento do universo, prefiro um divagar poético sobre o tema. Toda criação tem uma origem, todos os filhos têm um pai, assim nos ensina a natureza das coisas e dos homens. Se foi alguém que criou o universo, como afirma a religião, este alguém teria que ser alguém, dirá uma pessoa de pensamento lógico, com uma força descomunal, e com um tamanho pelo menos 100 vezes maior do que o próprio universo.

Quem cria algo, cria sobre outra coisa, e com material já existente, assim como um homem faz uma casa a partir de matérias básicas, como areia, pedra e cimento. Assim, se o universo nasceu, teve, portanto, uma gestação, um útero, foi gerado por outro ser monstruoso e gigantesco. Pense agora, sem nenhuma influência religiosa ou cientifica, então o que dirá? Como este gigante de proporções infinitas e indefinidas pode ter surgido do anda? Pois é esta a tese que nos venderam os maiores cientistas da história. E o fato do universo continuar se expandido, pode indicar que sua criação ainda está em curso?

O mais espantoso de tudo isso, destas teses infundadas e das crenças diversas sobre o mito cientifico-religioso, é que todas elas foram idealizadas pelo homem, este ser minúsculo, pateticamente incapaz de responder as questões mais simples, sobre a sua própria origem e mentalidade questionável.

Vivemos em uma planetinha feito de ferro, de argilas e poeira cósmica, viajando numa velocidade assustadora, solto no espaço, contudo não sabemos como nem quando iremos desembarcar.

“A velocidade que a Terra gira ao redor do Sol (translação) é cerca de 107 000 quilômetros por hora e a velocidade do movimento em torno de seu próprio eixo (rotação) é cerca de 1 700 quilômetros por hora na região do Equador, diminuindo quanto mais se aproxima dos pólos “.

A presunção é tanta, que me faz rir. Penso que não importa o que somos, cientista, filosofo ou quem quer que seja, todos os homens são formigas andando em círculo, com uma folha verde na boca, procurando construir um abrigo sobre um imenso temporal, não raro somos deslocados pelo vento da dúvida, movidos de um lado para outro, do sul para o norte, por nossas próprias crenças e contradições eternas.

Nos restam as duas máximas, que deram origem a este texto inútil e confuso:

“Do nada não sai nada. ”  “Se o universo tivesse um objetivo já teria se consumado. ”

Vale lembrar, contudo, que tanto Shakespeare como Nietzsche eram dois tolos como nós, não eram deuses nem tinham a verdade absoluta sobre suas teorias poéticas-filosóficas especulativas.

 

www.evandocarmo.com

Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 100 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos.

Palestras e oficinas literárias (61) 981188607

 

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