O jornal eletrônico de Águas Claras • Quinta Feira, 16 de Agosto de 2018

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Cultura

Entrevista com a poeta Ana Meireles

-Quem é Ana Meireles?

Ana Meireles é uma mulher como tantas outras. Não se acha especial em nenhum quesito da vida, a não ser a própria beleza que acha ter no coração. Nasceu em uma família numerosa sendo a segunda filha de uma prole de 9 irmãos. Naquele tempo, o período em que nasceu, se dizia que havia poucos aparelhos de TV e o Amor e as tarefas que entretém o Amor aconteciam de forma a dar largas à procriação. Não alcança à memória se já existiam anticoncepcionais, muito provável que não.

Assim, a Aninha, como a chamavam na Cidade onde nasceu, Icoaraci, distrito de Belém do Pará, conviveu com seus irmãos, convivência onde as prerrogativas masculinas sempre eram as preponderantes, inclusive para o uso do único televisor que a família adquiriu no período da sua infância. Suas irmãs menores chegaram bem depois, de modo que o contato com elas não foi tão próximo quanto foi com os homens.

Casou-se aos 18 anos e pelo decorrer de 20 anos dedicou-se ao casamento e aos cuidados com os 3 filhos meninos que tivera.

Jamais sonhara que um dia se tornaria uma Psicóloga. Entretanto, a vida foi-lhe apresentando paulatinamente as oportunidades. E assim, a de dar continuidade a sua formação escolar surgiu quando os filhos já metade do caminho estavam conduzidos. Sentiu que algo lhe faltava e deixava enorme lacuna na alma. Foi quando a voz de um dos irmãos fez ressonância lhe incentivando a volta aos estudos.

E assim, Aninha, interessada apenas em finalizar o antigo 2 grau, se viu, de repente, encarando o vestibular em duas universidades públicas, sendo aprovada em ambas para os cursos de Psicologia e Pedagogia. Refletiu que condições não teria de cursar as duas e optou pela Psicologia. E a partir daí todo um mundo se transformou interna e externamente. De uma hora para outra sua vida teve que reorganizar, fato que para si não foi fácil. Seria uma aluna em meio a pessoas tão jovens, na faixa etária de menos de 20 anos. Era a Aninha, a própria expressão do preconceito consigo mesma, mas que ultrapassou seguindo o vento do tempo até formar-se. E a vida foi insuflando o delinear dos acontecimentos, os quais acatava como se em um barco embarcasse e se deixasse levar. Era a vida como se fosse um barco em direção ao mar. Um mar de mistérios, de coisas de coisas que não sabia, imensidão em águas profundas que por vezes lhe causavam temor.

Passado um certo tempo inscreveu-se em um concurso público e, aprovada, foi nomeada para o cargo de Psicóloga como Servidora Pública vinculada à Secretaria de Assistência Social, passando a exercer sua função em uma ILPI- Instituição de Longa Permanência para idosos.

Aninha, Ana Meireles, Ana – é do tipo 3 em 1. É sensível, romântica, medrosa, corajosa, brava, amorosa, triste, alegre. Cabe-lhe muitas definições, mas basta dizer apenas que é mulher de múltiplas e diferentes emoções. É uma Poeta!

Quem sou?

Se não sei ainda quem sou

Vivo na contramão do tempo

sem saber.

Sei somente que tenho um nome

 que me apresenta e não diz nada.

Às vezes acho que sou…

buracos e miragens,

mosaicos e miríades.

Profusão extrema de

magnitude e pequenez,

que se intercalam,

 e se reviram, ousando mostrar

o que sou e não sou.

Artefatos que por vezes me

escrevem na convivência dos excessos.

Pedaços de outros que colaram

e impregnaram minha carne:

Ser angustiado que fala e

avilta o enredo de um mundo encapsulado

ora livre, ora aprisionado.

E, contudo, há sempre a mais uma condição

que me ultrapassa: Busco ser eu mesma.

 

-Quais foram as suas primeiras influências para a poesia?

 

Diante da pergunta que primeiramente me cala, busco reorganizar a memória, vasculhar no sótão mental o que de tão guardado tomou o lugar de esquecido. Sempre me encantei pela beleza do que me evocava sentimentos, emoções que não conseguia reprimir ou conter. Assim, o belo sempre entrou em minha vida pelo apelo do sentir da alma que, fisgada pelo detalhe de uma palavra ou o pormenor de um verso, se fazia encantar. Creio não haver explicações precisas sobre o encanto do belo ou de algo que aos olhos do vulgo pareça estranho. Para mim, uma árvore seca, sem folhas, é de uma beleza ímpar. Muitos não conseguem enxergar assim, divisando pela fenda dos olhos, a alma de uma peça, um objeto ou uma coisa qualquer…Sentir é Sentir!

A poesia se sente, e eu, por obra de uma natureza sensível, já me percebia desde cedo fascinada pela leitura e escuta dos Poetas que meu pai admirava a verve, em especial, Augusto dos Anjos. Não saberia mencionar quais foram minhas primeiras influências, apenas dizer que sentia um gosto imenso quando me tomava pela leitura dos poemas de Castro Alves, Raimundo de Souza, Olavo Bilac e outros que a memória não colabora mencionar.  Claro que muitos outros e outras fizeram o seu registro em minha mente, mas neste momento o que me ocorre são estes, porque de certa forma fazem parte de um momento de vida preenchido de recordações da minha família, do meu pai que outro dia soube escrevia poemas e depois jogava fora como eu fazia.

Acredito que, se somos, refiro aos afeitos à escrita, influenciados por outros, pois influenciamos e somos influenciados, não se subtrai a verdade do resultado da influenciação, inconsciente ou não, que é a singularidade de cada um. Minha memória no momento não alcança maior lonjura que a dos poucos Poetas que citei.

– Em que momento você sentiu a necessidade de fazer poesia?

A poesia não me ocorre como uma necessidade, tal como se fosse uma fome que eu tivesse que saciar. A poesia me ocorre de forma mansa e sem exigências de saciedade, tipo, eu preciso escrever um poema. Não! A poesia comigo acontece quando ela quer e eu também quero. De minha parte, busco preservar o espontâneo, o que acontece ou pode acontecer num de repente. Só me permito ser amoldada pelas “regras” dela, quando, subentendidamente, uma palavra de modo algum se encaixa e ela me faz ver e sentir que há um desconforto. Assim, me entrego a ela, e ela se entrega a mim. É um acasalamento não para atender uma necessidade de coibir uma fome, mas extrair um prazer que muitas vezes sucede como se fosse um estado de graça em meio a sensação de certo alheamento. A poesia aconteceu sem que eu me desse conta…mas sempre esteve em minha vida, eu apenas não atribuía a devida importância a sua existência, porque não sabia do seu valor, do bem que me fazia, o quanto me salvava. Escrevia, escrevia, escrevia e tudo se perdia! Um tempo que já passou. E que atribuo a minha vivência enquanto fui acadêmica e a obrigatoriedade de escrever artigos, textos, me pôs em contato com a necessária referência do outro, escutando comentários sobre meu modo de escrever. Até então eu não acreditava por grande insegurança, esta que por vezes ainda me visita. Porém fui sendo incentivada inclusive pela professora de uma disciplina que cursava me perguntando um dia, em conversa particular, sobre o que eu gostava de fazer, pois eu havia me queixado que muitas vezes me sentia inútil, sem saber o que vim fazer aqui neste mundo. E ela carinhosamente, chama-se Maria Teresa, elogiando minha escrita, disse-me que deveria guardar o material que eu escrevia para um dia publicar. Passei a fazer o que ela orientou. E nesta época, eu ainda estava no auge de achar que os meus escritos poéticos deveriam sempre conter rimas (nada contra quem faz, cada um é feliz como quer), mas me sentia de certa forma aprisionada.

Assim, cativada pelos comentários alusivos a minha escrita, reuni o material que já acumulava e, sem saber que estava sendo ousada – onde já se viu se inscrever num concurso literário promovido pela Academia Paraense de Letras? – participei e naturalmente não fui selecionada. Mas tive coragem de ir buscar meu materialzinho e, encurtando a história, na ocasião fui atendida pelo  Poeta paraense Alonso Rocha, já falecido. E ele, muito gentilmente, pediu ao funcionário que fosse buscar meu trabalho e pacientemente fez a leitura dizendo-me que eu tinha o principal, o talento, mas faltava-me a técnica. Não preciso dizer que saí de lá quase voando de tão feliz, afinal, quem me disse coisa tão boa era um Poeta da APL. Posteriormente, participei de um concurso da mesma casa e obtive o Prêmio de Menção Honrosa. Assim, foi a poesia acontecendo na concretude do meu existir. Na verdade, ela sempre existiu em estado latente, hoje sei. Pois até quando precisava resolver uma situação de relacionamento, recorria a ela que sempre me foi favorável, estabelecendo um refúgio de paz e de aproximação com o outro.

-Que tipo de leitura é imprescindível para um poeta?

Acredito que um fechamento no sentido do que é imprescindível em termos de leitura para um poeta, talvez crie uma obrigatoriedade de leitura que não me entusiasma. A poesia está na vida, nas pessoas, nas coisas diversas que mobilizam o sentir criando nuances de outras realidades, textos que surgem das conversas na seara da mente, porque a leitura de si ou do outro pode estar também impregnada de poesia. Mas acrescento que não deve faltar a leitura de outros poetas-escritores.

-Em que hora do dia você gosta de escrever?

Como já adiantei anteriormente, escrevo quando sinto que a poesia está chegando e está a fim de que eu me entregue a ela. Se é possível a entrega, ela acontece independente da hora que chega. Nenhuma hora fixa me (nos) atravessa. Ultimamente tenho escrito aos sábados, penso que talvez se deva ao relaxamento do corpo da obrigatoriedade do trabalho de todos os dias. Com o relaxamento, as comportas (do inconsciente) se abrem…

-Qual é a temática da sua poesia?

Se posso me permitir usar esse termo “afloração”, diria que a minha poesia é algo que aflora no tempo subjetivo, no tempo interno, numa espécie de vivência cíclica que não assegura prisão a nenhuma temática, embora seja notório que alguns temas se sobressaem mais, como o tempo, a reflexão sobre a existência, entre outros que surgem pela inadvertida obra do acaso (?) e do sentido da senso-percepção aguçado.

Tempo de esperar

Eu gosto disso:

De saber que as horas

que me visitam na surpresa,

nas incertezas,

são as mesmas que

vão embora

e se despedem sem deixar

rastro algum nos assoalhos

por onde piso.

E me convencem

da sua evanescência

da sua corpulência em

me focar e desfocar.

Gosto, gosto disso…

da ilação da vida

na verdade desmedida.

Do cheiro forte dos amores

dos odores que inebriam

o meu submundo,

nele sou um escrito

profundo,

uma peça de carne segura

aos ossos

que entre eixos nervosos

está alinhada a um feixe

de palavras

na maciez da múscula

contratura.

Gosto disso,

Do tecer do fogo

fazendo um esboço

nas minhas entranhas.

Que faz o meu viver

ser mundo.

E que na mais infinita espera

não há pressa!

Porque o tempo,

o tempo pode esperar

e cozinhar minhas veias

e o sangue fazer jorrar.

Vou sempre estar,

onde o Amor,

há de estar.

Não tenho pressa,

eu sei, eu sei…

Eu prendi o tempo,

o tempo de esperar!

 

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-Como acontece seu processo criativo?

 

Acontece nos lugares mais inusitados, mais inesperados. Algumas vezes em meio ao barulho, quando por ocasiões consigo me blindar, ou, em meio ao mais reservado silêncio que nem sempre é possível. A poesia me toma e eu me deixo levar, ou tento, busco que ela saia da toca ou que me faça entrar na toca. É um acontecer muito imprevisível, um verso que vem por conta de uma intensa atividade pensante e que rapidamente (quando dá) corro para anotar e depois retomar. Muitas vezes quando busco retomar nada acontece. Aquele verso, um ou dois, fica lá esquecido em algum lugar até que , uma hora , sem estar presa a qualquer expectativa, acontece um jorro e eu só preciso arrumar/organizar o jorro. Muitas vezes acontece de vir pronto, coisa às vezes de menos de 10 minutos. Quando assim acontece fico muito feliz, parece psicografia. É assim: Como um encontro mormente sem hora marcada, em que ocorre uma entrega (poesia e poeta) a nível inconsciente, que é o estruturante da linguagem que se apresenta, sendo de sua natureza ser de instância atemporal. Eu gosto disso!

 

Versos de Improviso

 

“Tal como a minha vida

os meus versos são de improviso.

Não ensaio retórica com pseudos artifícios

faço a linha de quem escreve

o que a alma entretida

embebe…” (Uni-versos meus)

 

-Um poeta especial para você?

 

Têm os meus amigos, muitos são especiais… Mas a pergunta me traz a lembrança do Escritor, Pedagogo, Poeta, Cronista, Psicanalista Rubem Alves, a minha paixão. Ele tinha um modo de dizer da vida e da poesia que ela contém, que muito me encantava e iluminava a mente. Chorei quando se foi. Senti como se tivesse sido roubada pela vida. Felizmente tenho alguns dos seus livros e quando a saudade bate vou lá com ele.

 

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-Um livro inesquecível?

 

O livro “tempo meu” com poemas de minha autoria que foram selecionados para o Projeto Sementes Líricas da editora LiteraCidade que o publicou. Não o esqueço porque foi meu segundo livro publicado e acreditei me encontrar naquele momento mais madura no ofício de escrever. Como se já estivesse saindo dos primeiros passos de um ensaio. O editor, inclusive, tenho-o como se fosse o padrinho da minha inserção no mundo da literatura, pois iniciei com uma participação em uma Antologia e sentia-me como uma estranha recém-chegada em uma Cidade. Tudo me era novo!

 

-Quem você gostaria de ter sido, se não fosse quem é?

 

Alma pobre esta minha. Quem eu gostaria de ter sido senão eu mesma. A Ana Meireles que gosta de ser como é, ainda um caminho de vida se construindo…se arranhando nas pedras que por ventura esbarra, sempre atenta para a oportunidade de nelas escrever, deixar um rabisco, uma marca e talvez alguns versos “Escritos ao Vento” com a tinta multicolorida da própria alma.

 

Versos escritos ao vento”

 

Entre os meus escritos tristes

Um vento soprou ciciante

Levou para longe a saudade

E trouxe a alegria do instante.

 

Cobriu-se o papel com serpentina

E uma magia aos poucos surgiu

De tão sensível e repentina

A boca logo se abriu.

 

Em cascatas palavras surgiram

Conversas do fundo da alma

tessitura de perenes impressões.

 

Que ao sopro e graça do momento

sibilante e suave se insurgiu

Nos versos escritos ao vento.

 

-Qual a sua maior preocupação ao escrever?

 

Tenho uma preocupação. Não aprecio aquela coisa do lugar comum de dizer o já dito, o dizer maldito, o que diz e não diz. Sinto como se faltasse aquela pitada de sal e de pimenta, ou que a porção do doce possa desarranjar, sair do ponto, desandar e afetar o sentir de modo que se perca a sublime e pura essência. Sabe aquilo que se lê e que se lê como se aparentemente nenhuma língua conseguisse alcançar entendimento, o condimento usado, mas a leitura é sentida como um completo estranhamento ao dito e dá gosto provar? É isso! Uma preocupação de que o outro consiga fazer a “ leitura/sabor “ extraindo uma improvável essência, o que foi primordialmente sentido no dizer, o que está lá dentro e só é apreendido pelo sensível. Acredito que talvez por aí paire uma iludida e pretensiosa busca de perfeição.

-Fale-nos um pouco dos seus livros.

O primeiro que nasceu foi” Escritos ao Vento” atendendo incentivo do Editor, Professor e Poeta Abílio Pacheco. Livro lançado na Feira Pan Amazônica do Livro no ano de 2014.

Posteriormente, fui convidada para participar de uma seleção de textos poéticos para o Projeto intitulado “ Sementes Líricas”. Meus textos foram selecionados nascendo daí o livro “tempo meu”, organizado pelo Poeta acima referido e prefaciado pelo Poeta Alufa Licuta Oxoronga.

A seguir, aconteceu o nascimento de “Entreversos”, que faz parte do “Projeto Tocaiunas” dos Poetas Airton Souza e Eliane Soares.

E por último, a participação no Projeto “ Brisa Poética” de Dennis Girotto Brito, também uma seleção de textos em que os meus foram selecionados, nascendo o filho mais novo, digo, mais recente: “Uni-versos meus” brisa poética de Ana Meireles.

Me pergunto se esperava tudo isso? Certamente que não! Mas aconteceu e aqui relatando posso assegurar que me soa como um espanto. Um alegre e salutar espanto!

Por que espanto? Porque no amadurecer da existência, de dona de casa (sem se encaixar na frase “bela”, talvez recatada, porque não tinha como fugir desse carimbo instituído pelo social de uma época) conquistou o título de Psicóloga, e hoje, poeta, substantivo por tanto tempo negado, pois não me reconhecia como tal, me encontro na situação de honra de ser entrevistada por Evan Do Carmo. Pergunto-me: Quero mais?  Sinto-me gratíssima!  Creio que Deus é muito generoso comigo, me fazendo experimentar tantas alegrias nestas realizações.

–Como você classifica a poesia atual brasileira.

A poesia atual brasileira é a poesia de um contexto histórico/social/ cultural que, assim eu penso, se liberta de um paradigma dominante. É uma poesia mais livre no sentido da sua manifestação sem amarras, do tipo avessa as travas do metricamente imposto. Uma poesia mais solta, mais livre e que permite transgredir, sem abandonar a expressividade do belo, a poesia do Brasil, do mundo em que vivo e que tenta seguir rompendo os grilhões da estética do belo sob a forja da métrica perfeita que por muito tempo cercou a expressão da criatividade. Uma poesia, simplesmente poesia…

A poesia que me soltou quando certa feita perguntaram-me por que tanto uso de rimas por algo que eu havia escrito? Eu que achava, pois nada sabia até então, que poesia era coisa de rima, tudo tinha que rimar rsrsrss… Se não havia rima, não era poesia…E fui salva por alguém me dizendo “não necessariamente”. Aí desencanei de vez, faço uso, mas não me sinto aprisionada. Classificaria a poesia atual brasileira como libertadora do ser e da sua criatividade, acrescentando que cada época tem a sua poesia, a poesia que cabe no ventre que lhe gesta.

Fale dos projetos para novos livros.

A atenção no momento está para a reunião de material suficiente para publicação futura de um novo  livro. Faz bem pouco tempo do lançamento do último, produzido no ritmo e atemporalidade da poesia, no acontecer do que Ferreira Gullar nomeou de “espanto”. Refiro ao “espanto” de cada poema nascido.

Nesta perspectiva é que se dá o nascimento dos meus filhos de palavras, todos de parto normal, gestação tranquila, sem riscos de aborto. Me vejo até hoje como uma mãe ainda com pouca experiência para gestar livros, mas que, ainda assim, os filhos foram e vão nascendo…

 

 

Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 100 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos.

Palestras e oficinas literárias (61) 981188607

 

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