O jornal eletrônico de Águas Claras • Quarta Feira, 18 de Julho de 2018

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Cultura

“Assassinato de Cristo”

 

Ecce Homo: “Eis aqui o homem.” Palavras de Pilatos, dirigidas ao povo judeu, enquanto Ihe apresentava Jesus, já coroado de espinhos, tendo nas mãos uma cana e nos ombros um farrapo de púrpura.”

Estamos sempre mais afeitos a refletir sobre a alegria esperançosa do seu nascimento, do que sobre seu martírio catártico, com isso deixamos de aprender as lições mais relevantes, advindas da dor e do sofrimento. Sobre este tema, o Cristo, o que mais vale como reflexão espiritual, sua morte ou seu nascimento?

 

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Sobre a sua morte agonizante e desonrosa, morte executada como pena capital, aplicada apenas a marginais e a bandidos perigosos, sobre as causas que o levaram a se entregar como ovelha para o abate…

O que tiramos de proveito sobre este crime coletivo, que continuamos cometendo até o dia de hoje? Pois este ato de injustiça reverbera em todas as almas, está lá no recôndito, no cerne de todos os corações humanos.

Todavia, o assassinato de Cristo representa o símbolo maior de nossa ignorância coletiva, e o que mais deve nos entristecer atualmente, é o fato desta violência gratuita contra nossa própria espécie não ter diminuído com a nossa punição psicológica de culpa, de máxima culpa.

Quantos “Cristos” condenamos diariamente com as nossas atitudes, palavras ou pensamentos? Quantas vezes, apenas durante um dia, gritamos em uníssono e em alta voz: ” levem-no à estaca! ?

Hipócritas somos todos nós, quando conscientemente ignoramos a injustiça praticada em nossa volta, ainda mais quando somos nós os agentes executores ou apoiadores desta injustiça…

Evan do Carmo

 

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