O jornal eletrônico de Águas Claras • Quinta Feira, 20 de Setembro de 2018

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Brasília

GDF arrecada R$ 1,5 bilhão a mais com impostos em 2016

Os dados são do balanço final do Siggo do ano passado. A alta é puxada por tributos sobre o patrimônio, como IPTU e IPVA

O balanço de arrecadação do Governo do Distrito Federal (GDF) em 2016 mostra o contrário do discurso adotado pelo Executivo ao longo da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). Embora o governo alegue ter dificuldades orçamentárias, a verba angariada com impostos e taxas cresceu 11,60% em 2016 em comparação com 2015. O percentual é o dobro da inflação registrada no ano passado, de 5,62%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a conclusão dos dados do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), a receita estimada em R$ 14,3 bilhões subiu para R$ 14,7 bilhões em 2016. Se comparada com 2015, quando a arrecadação foi de R$ 13,204 bilhões, a diferença é de R$ 1,532 bilhão.

 

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Os valores estimados para o fechamento de 2016 eram mais modestos. No início de janeiro, o Siggo mostrava que, no ano passado, foi colocado R$ 1,17 bilhão a mais pelos contribuintes nos cofres do GDF do que em 2015. Os dados parciais somavam R$ 14,3 bilhões e R$ 13,2 bilhões, respectivamente, o que gerava um acréscimo de 8,9%. O número cresceu com o fechamento da arrecadação anual.

A alta no ano passado foi puxada pelos impostos sobre patrimônio e renda. De acordo com os dados de arrecadação fechados, o GDF abocanhou 13% a mais com esses tributos. Eles somaram 5,2 bilhões, o que representa 35% do bolo total pago pelos brasilienses no período analisado.

No balanço preliminar, do início do mês, as cobranças pagas pelos donos de imóveis com IPTU tinham aumentado 18,26% no ano passado. Mas, agora, com a arrecadação fechada, esse percentual pulou para 55,30%.

O IPVA, imposto desembolsado pelos proprietários de veículos, também teve uma arrecadação mais expressiva no período analisado. No balanço parcial, o aumento no total desembolsado pelos brasilienses ficou em 17,47%, mas fechou 2016 com um volume 30,58% maior que o de 2015 (veja arte).

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