O jornal eletrônico de Águas Claras • Quarta Feira, 18 de Julho de 2018

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Águas Claras

Amaac não consegue entregar termômetros sob a alegação de desnecessidade

 

Os diretores da Associação de Moradores de Águas Claras (AMAAC), não conseguiram entregar hoje pela manhã, os três termômetros, por doação de uma farmácia local, porque ao serem recebidos na porta por duas representantes do posto de vacinação de AC e mais um segurança, foram avisados que a unidade de saúde possui termômetros para aferir a temperatura das crianças que os pais procuram para a vacinação, já que a recomendação médica é de não vacinar crianças que apresentam febre, muito embora, não convidaram a diretoria para a certificação da existência deles.

O presidente da Amaac, Roman Cuattrin e o diretor Marcelo Marques, argumentaram que a denúncia partiu de uma senhora que utilizando as redes sociais, afirmou que ao levar seu filho no posto de vacinação, foi informado pela atendente (enfermeira) que não tinha como medir a temperatura da criança porque não tinha termômetro no tal posto.

Diante disso, a Amaac teve a idéia de doar os tais termômetros para ajudar no atendimento.

Mas, por uma das representantes do posto de vacinação que fez questão de não se identificar, até proibiu a reportagem de fazer foto dela, disse que o posto tem termômetros e rejeitou o recebimento das doações.

 

Outro problema

Ao sair do posto de vacinação de Águas Claras, foi verificado o uso irregular do lixo, resultado da utilização de medicamentos, luvas, seringas, papel higiênico e outros utensílios usados na unidade, com sua acomodação em saco plástico fino e depositado na calçada do posto, podendo ser rasgado por cachorros e espalhados pela área provocando doenças e contaminações aos que passam por lá.

 

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O que diz a Lei:

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu regras nacionais sobre acondicionamento e tratamento do lixo hospitalar gerado – da origem ao destino (aterramento, radiação e incineração). Estas regras atingem hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios, necrotérios e outros estabelecimentos de saúde. O objetivo da medida é evitar danos ao meio ambiente e prevenir acidentes que atinjam profissionais que trabalham diretamente nos processos de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação desses resíduos.

De acordo com a Resolução RDC nº 33/03, os resíduos são classificados como:

 

  • Grupo A(potencialmente infectantes) – que tenham presença de agentes biológicos que apresentem risco de infecção. Ex.: bolsas de sangue contaminado;
  • Grupo B(químicos) – que contenham substâncias químicas capazes de causar risco à saúde ou ao meio ambiente, independente de suas características inflamáveis, de corrosividade, reatividade e toxicidade. Por exemplo, medicamentos para tratamento de câncer, reagentes para laboratório e substâncias para revelação de filmes de Raio-X;
  • Grupo C(rejeitos radioativos) – materiais que contenham radioatividade em carga acima do padrão e que não possam ser reutilizados, como exames de medicina nuclear;
  • Grupo D(resíduos comuns) – qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou possa provocar acidentes, como gesso, luvas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis;
  • Grupo E(perfurocortantes)nbsp;- objetos e instrumentos que possam furar ou cortar, como lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro.

 

Uma vez que esses materiais entrem em contato com o solo ou a água, podem causar sérias contaminações no ambiente e causar danos à vegetação. Também podem haver sérios problemas caso esses materiais contaminados entrem em contato com rios, lagos ou até mesmo com lençóis freáticos, pois dessa forma a contaminação irá se espalhar com maior facilidade, prejudicando qualquer ser vivo que entrar em contato com essa água.

Portanto, todo material oriundo de utilização na área médica, seja consultório, hospital ou Posto de Vacinação, deve ser recolhido e guardado dentro das normas técnicas para não causar doenças as pessoas ou animais que passam pelo lugar.

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