O jornal eletrônico de Águas Claras • Terça Feira, 25 de Setembro de 2018

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Segurança

Como funciona o Esquadrão de Bombas do DF?

Especializado no atendimento de ocorrências envolvendo substâncias e/ou artefatos explosivos, o Esquadrão de Bombas atua na Operação Petardo. A subunidade pertence ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Distrito Federal e é capacitada operacionalmente para responder quaisquer tipos de crises que envolvam a localização de substâncias e/ou artefatos explosivos, assim como, o acionamento de cargas explosivas ilegais, através da aplicação de técnicas e equipamentos apropriados. O Esquadrão de Bombas pauta-se por doutrina mundialmente utilizada, sempre orientando suas atividades para a preservação da vida, do patrimônio e de provas e evidências.

Segundo o comandante do Esquadrão de Bombas, capitão Almeida Santos, as ocorrências mais comuns no Distrito Federal relacionam-se com apreensões de cargas explosivas transportadas ou empregadas de maneira ilegal nas diversas regiões administrativas da capital federal. De acordo com o capitão, “outro tipos de ocorrências frequentes são as de utilização de explosivos para furtos de terminais de autoatendimento, conhecidos como caixa eletrônico”.

Operação Petardo

 

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A Operação Petardo é acionada em razão da suspeita da existência, confirmação de substâncias explosivas ou caso haja sua explosão em local não autorizado, público ou privado. Essas situações devem ser comunicadas ao Centro de Operações Policiais Militares, Copom; da Subsecretaria de Integração e Operações de Segurança, Siosp que é vinculada à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do DF, via 190. A avaliação das informações é realizada pelo Chefe da Ciade ou, na sua ausência, pelo Chefe do Departamento Operacional da PMDF – DOP/PMDF.

 

Treinamento, capacitação e equipamentos utilizados pelos policias militares do Esquadrão

Os policiais militares do grupo antibombas seguem um treinamento rigoroso que contém conhecimentos técnicos específicos da área e condicionamento físico exigido pela atividade. O técnico deve estar sempre apto a operar uma diversidade de equipamentos tecnológicos utilizados nas operações.

A capacitação dos policiais voluntários em servir no Esquadrão de Bombas é realizada por meio do Curso Técnico Explosivista, nível misto, realizado no Batalhão de Operações Especiais. O curso tem por objetivo especializar o efetivo de policiais inscritos para atendimento de ocorrências envolvendo ameaças e localização de artefatos explosivos, bem como dotá-lo de conhecimentos técnicos sobre explosivos na atividade Policial, devidamente previstos e conceituados na Portaria nº 043/SSP-DF/2014, instruindo-os, ainda, na operacionalização dos equipamentos específicos para essas atividades, na tomada de decisões em ocorrências com artefatos explosivos e no uso de explosivos em Ações Táticas.
De acordo com o comandante Almeida, as tecnologias utilizadas estão embarcadas nos diversos equipamentos de segurança e equipamentos de contramedidas utilizados e são adquiridos de diversos países. Ele exemplifica: leitura remota de substâncias, raio x, kits para intervenção remota, unidades robóticas, braços robóticos, e outros, que tornam possível o atendimento de qualquer crise envolvendo explosivos dentro de padrões aceitáveis de segurança.

Ações preventivas 

 

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As ações preventivas consistem em intervenções antes dos cenários de crise, ou seja, sob ameaça ou durante a localização de artefatos explosivos. Por exemplo: divulgar a outros órgãos governamentais e à sociedade civil informações sobre os riscos dos primeiros atendimentos antes da chegada do Esquadrão de Bombas. O comandante do Esquadrão, capitão Almeida Santos, destaca que profissionais, mesmo que sejam de segurança público, não devem se expor a riscos, “o conhecimento técnico necessário é imprescindível no manuseio de qualquer artefato e deve ser realizado com equipamentos apropriados”. Ainda de acordo com o capitão Almeida, “nos quatro primeiros meses do ano de 2018 foram realizados 42 intervenções. Em 11% dessas ocorrências foram identificados artefatos explosivos com potencial lesivo. Somam-se, ainda, as ocorrências de varreduras preventivas, além dos diversos apoios realizados a outras unidades. Também realizamos vários cursos de instruções que já formaram cerca de 90 profissionais de diversas instituições”, assegura o capitão. O efetivo atual do Esquadrão é de 20 (vinte) Policiais Militares técnicos em explosivos e habilitados ao atendimento de ocorrências.

Cuidados a serem tomados caso alguém encontre algum artefato suspeito:

– Não toque o objeto;
– Não manuseie ou realize qualquer tipo de intervenção;
– Acione imediatamente a equipe do Esquadrão de Bombas do Bope;
– Isole o local até a chegada do Esquadrão de Bombas.

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