O jornal eletrônico de Águas Claras • Quinta Feira, 20 de Setembro de 2018

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Detran DF

Servidores do Detran-DF decidem manter greve, que dura mais de um mês

Agentes pedem reajuste salarial e redução da jornada de trabalho. Segundo o sindicato da categoria, proposta do governo não contempla itens em pauta


 

Em assembleia na manhã desta terça-feira (17/4), os servidores do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) decidiram manter a manter a greve, que dura 34 dias — os agentes estão parados desde 13 de março.

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran), Fábio Medeiros, a categoria espera um posicionamento diferente do governo. “A proposta apresentada não contempla nenhum item da nossa pauta de reivindicações, portanto, prosseguiremos na greve. Agora, o próximo passo é irmos atrás dos representantes da Câmara Legislativa para conseguirmos uma intermediação com o governador”, esclarece.

 

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Representantes do Detran marcarão uma reunião com o deputado distrital Agaciel Maia (PR), líder do governo na Câmara Legislativa do DF, e o presidente da Casa, Joe Valle (PDT).

 

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Por nota, a assessoria da Casa Civil alegou que “tem dialogado com o Sindetran, mas não é possível avançar nas negociações que tenham impacto financeiro sem uma nova fonte contínua de receitas. Isso porque o impacto da implementação do reajuste concedido na antiga gestão às 32 categorias, sem previsão orçamentária, seria de 1,2 bilhão ao ano”.

 

Reivindicações

Segundo informações do Sindetran, os servidores reivindicam o cumprimento de acordos firmados em 2015 com o governador, a atualização do auxílio-alimentação em 10% e reajuste de 5% dos salários. Os agentes ainda pedem a redução da jornada de trabalho para 30 horas.

 

Desde o início da greve, nenhuma das 16 unidades do Detran no DF estão funcionando. Diariamente, cerca de 10 mil pessoas deixam de ser atendidas e 1,6 mil vistorias são suspensas.

 

No dia anterior à greve, a Justiça, por meio do desembargador da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Arnoldo Camanho de Assis, determinou que 80% dos agentes prosseguissem com as atividades. A Corte determinará se a greve é abusiva e ilegal.

SP Sarah Peres – Especial para o Correio

(foto: Divulgação/Sindetran)

 

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