O jornal eletrônico de Águas Claras • Sábado, 23 de Junho de 2018

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Brasília

Após acordo, caminhoneiros liberam a base da Petrobrás no DF

Apesar do acordo a paralisação continua em vários estados

Após mais de 10 horas de bloqueio, caminhoneiros do Distrito Federal entraram em acordo com autoridades para liberar o acesso ao Terminal Terrestre de Brasília da Petrobras. Durante toda a quarta-feira (23), caminhões-tanque foram impedidos de deixar o local para fornecer combustível aos postos da capital.

Os termos desse acordo foram firmados entre caminhoneiros, policiais, representantes da Petrobras e do Judiciário, na própria guarita do terminal, de modo informal. Duas oficiais de Justiça estavam no local para comunicar a decisão liminar (provisória), emitida por um juiz do DF, que cobrava a liberação do espaço.

Na manhã de hoje, o presidente Michel Temer reuniu-se por cerca de duas horas com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia; do Planejamento, Estevam Colnago; da Casa Civil, Eliseu Padilha; dos Transportes, Valter Casimiro Silveira; de Minas e Energia, Moreira Franco; o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid; e da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

 

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Mais cedo, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que a mobilização dos caminhoneiros só será encerrada quando o presidente Michel Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins incidente sobre o diesel.

Apesar do acordo, a paralisação continua em vários estados

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse hoje (24) que a mobilização dos caminhoneiros nas rodovias do país só será encerrada quando o presidente Michel Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins incidente sobre o diesel.

Para poder ser sancionada pelo presidente, a medida precisa, antes, ser aprovada pelo Senado.

Fonseca disse que os bloqueios nas estradas estão ganhando força inclusive de grupos não ligados aos caminhoneiros.

“Não são só os caminhoneiros que estão sendo prejudicados pela alta dos combustíveis. Isso está prejudicando todo mundo, inclusive temos recebido mensagens via redes sociais para continuarmos mantendo o movimento. Há insatisfação da sociedade com o governo”, disse.

Segundo Fonseca, os caminhoneiros não estão proibindo a passagem de veículos que transportam itens essenciais como remédios nem cargas vivas, produtos perecíveis ou oxigênio para hospital. Ônibus com passageiros e ambulâncias também estão podendo passar pelos bloqueios.

 

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O representante dos caminhoneiros voltou a criticar a política de preço da Petrobras. “A equiparação com o preço internacional [do petróleo] foi a pior medida que podia ser feita.”

 

Com informações de G1 e Agência Brasil

Capa: caminhoneiros na BR-040; imagem: reprodução / PRF

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