O jornal eletrônico de Águas Claras • Quinta Feira, 20 de Setembro de 2018

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Operação Luz na Infância

Polícia localizou e prendeu suspeitos de pedofilia em áreas nobres do DF

Além do Distrito Federal, a megaoperação ocorre em vários estados do Brasil

Capa: Breno Esaki / Jornal de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal, através da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente – DPCA, em força-tarefa coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública – MESP, com a participação de 24 Estados, além do Distrito Federal, deflagrou, no início da manhã desta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Luz na Infância.

Em Brasília, 14 mandados de busca e apreensão são cumpridos em 11 regiões. As prisões ocorreram em áreas nobres, na Asa Norte, Cruzeiro Velho e Park Way.

A operação contou com a participação de 95 policiais, entre delegados, peritos criminais, agentes e escrivães de polícia. Os alvos foram identificados, pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Dint/Senasp/MESP), com base em informações coletadas em ambientes virtuais. A DPCA representou pelas buscas e apreensões junto ao Poder Judiciário com a finalidade de apreender computadores e dispositivos onde estão armazenados os conteúdos.

 

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Um dos presos foi surpreendido na Asa Norte. Trata-se de um aposentado de 68 anos, que usaria a rede da mãe para cometer os crimes. O segundo é um jovem de 26 anos, estudante de educação física, que trabalha como recepcionista. Ele foi preso no Cruzeiro. O terceiro foi detido no Park Way. Peritos identificaram conteúdo armazenado e compartilhado no computador do comerciante de 56 anos.

Polícia Civil do Distrito Federal ainda vai cumprir mandados em Taguatinga, Ceilândia, Recanto das Emas, Vicente Pires, São Sebastião e Guará. Um dos mandados deve ser cumprido em uma loja de aluguel de roupas de festas e o suspeito usaria o computador do estabelecimento por longos períodos durante o dia. Outro, em Ceilândia, é psicólogo. Em ambos os casos, os mandados cumpridos são de busca e apreensão. Para serem presos em flagrante, como o trio, é preciso comprovar a gravidade do crime no local.

De acordo com a chefe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foram identificados conteúdos de imagens pornográficas de cunho sexual envolvendo crianças e adolescentes. Os dados foram levantados pelo Ministério da Segurança Pública e repassados às corporações dos Estados e do DF. Em cada localidade, as investigações são feitas de forma segmentada. “Levantamos endereços e verificamos quem são as pessoas que frequentam residências e comércios onde foram apontados casos suspeitos”, explica Ana Cristina Melo Santiago. O dono do plano da internet não necessariamente é o envolvido no crime, já que pode ter compartilhado a rede.

 

Com informações da Polícia Civil do Distrito Federal e Jornal de Brasília

 

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