O jornal eletrônico de Águas Claras • Quinta Feira, 20 de Setembro de 2018

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Crime hediondo

Suposto assassino de menina Vitória para a mãe: “Estava aí no velório”

No celular de Rosana Maciel Guimarães, foram encontradas mensagens com ameaças desde quando Vitória desapareceu, no dia 8 de junho.

A Polícia Civil apreendeu os celulares dos pais e de algumas testemunhas do desaparecimento de Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, encontrada morta em Araçariguama (SP), no último sábado (16/6), depois de sair de casa para andar de patins.

De acordo com a Veja, no celular da mãe da menina, Rosana Maciel Guimarães, foram encontradas mensagens com ameaças desde quando Vitória desapareceu, no dia 8 de junho.

 

 

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Em parte de uma conversa tornada pública, a mãe falou com o suposto assassino. “Te agradeço pelo corpo da minha filha, agora ela mora no céu, um lugar onde você nunca saberá como será”. A outra pessoa retrucou e ameaçou a mulher. “Acha que brincou, brincou com a pessoa errada. Vou acabar com você. Não tenho medo da polícia. Estava aí no velório. Ainda não sabe quem sou.” À publicação, o advogado da família Roberto Guastelli confirmou o diálogo e, segundo ele, Rosana não sabe com quem estava falando.Enterro
Cerca de duas mil pessoas, segundo a Guarda Municipal, acompanharam, no domingo (17), o sepultamento de Vitória Gabrielly Guimarães Vaz no cemitério municipal de Araçariguama, interior de São Paulo. O corpo da menina foi encontrado no sábado (16), à margem de uma estrada rural, após ficar oito dias desaparecida. Ela saiu de casa, no último dia 8, para andar de patins, e não voltou mais.

A polícia acredita que a menina foi sequestrada e assassinada, mas ainda investiga as circunstâncias e motivações do crime. Com base em vários depoimentos, a principal linha era de que Vitória pode ter morrido por engano.

Ela teria sido confundida com alguém da família de um usuário de drogas que devia dinheiro a traficantes. A garota foi sequestrada e levada de carro para o local onde acabou morta. Também há dúvida se Vitória foi assassinada no lugar onde a polícia encontrou o corpo dela. Um morador de Mairinque está preso temporariamente, suspeito de participação no crime.

Velório
O corpo de Vitória foi velado durante a noite, após passar por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba. Um clima de comoção marcou o velório e o sepultamento. A mãe da menina, Rosana Guimarães, passou mal e não acompanhou o enterro. O pai, Beto Vaz, caminhou segurando a parte da frente do caixão. Devido ao grande número de pessoas, uma ala do cemitério precisou ser isolada. Alunos da escola onde a menina estudava prestaram uma homenagem à Vitória.

Depois de oito dias de buscas que envolveram as polícias civil e militar, o Corpo de Bombeiros e voluntários, o cadáver de Vitória foi achado por um catador de latinhas, na Estrada de Aparecidinha, no Bairro Caxambu, a sete quilômetros do local onde a menina foi vista pela última vez. O cachorro que acompanhava o homem foi atraído para o interior da mata. Ele localizou o corpo e a Polícia Militar foi avisada.

Os patins usados pela menina no dia do sumiço estavam ao lado do corpo. Ela foi encontrada vestida com as mesmas roupas – shorts jeans e camiseta preta – do dia em que desapareceu. Um laudo prévio já está em poder da Polícia Civil, mas nada foi divulgado em razão do sigilo decretado nas investigações.

 

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Com informações da Agência Estado

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