O jornal eletrônico de Águas Claras • Sexta Feira, 17 de Agosto de 2018

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Brasil

Economista Roberto Giannetti da Fonseca é alvo da 10ª fase da Operação Zelotes

Medidas cautelares foram cumpridas em quatro estados e no Distrito Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (26) mais uma fase da Operação Zelotes, que mira um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo ex-conselheiros do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).  O órgão é uma espécie de tribunal que avalia recursos a autuações da Receita Federal.

O economista Roberto Gianetti da Fonseca, ligado ao PSDB, foi um dos alvos da ação. Ele é suspeito de receber pagamentos para ajudar a siderúrgica Paranapanema a se livrar de débitos aplicados pelo Fisco, no Carf, em 2014. O prejuízo apurado pelos investigadores, em valores atualizados, é de R$ 650 milhões.

A Paranapanema foi autuada por, supostamente, se beneficiar indevidamente dos benefícios fiscais do drawback (um tipo de regime aduaneiro especial, que elimina ou suspende tributos sobre insumos importados). A empresa contratou a Kaduna, consultoria de Gianetti, para prestar assessoria nas áreas econômica e tributária. Conforme o inquérito, o economista teria atuado em parceria com um escritório de advocacia para comprar uma decisão do Carf.

 

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Em 2014, a Paranapanema conseguiu reverter o débito aplicado pela Receita por meio de um recurso de primeira instância no conselho. Depois disso, a empresa do economista recebeu cerca de R$ 8 milhões.

Os recursos foram repartidos com a então conselheira Meigan Sacks e o escritório do advogado Vladimir Spíndola, filho da ex-assessora da Casa Civil Lytha Spíndola. Os três já são investigados em outros casos da Zelotes.

Gianetti teria ficado com R$ 2,2 milhões, segundo apontaram as quebras de sigilo da operação

Confira a matéria completa na Folha

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