O jornal eletrônico de Águas Claras • Sexta Feira, 17 de Agosto de 2018

Eleições 2018

Em Brasília Ciro Gomes oficializa candidatura pelo PDT


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Candidato falou à sua base sobre seu projeto e comentou sobre alianças

Nesta sexta-feira (20) o PDT oficializa a candidatura de Ciro Gomes à presidência da república. A cerimônia aconteceu na sede do partido em Brasília. Diante da militância e sem a presença de dirigentes de outros partidos, Ciro não improvisou no discurso e continuou mandando sinais ao Centrão – pregando o rigor no ajuste fiscal, mudanças na segurança pública e um olhar para classe média. O candidato ironizou as críticas e enalteceu a figura histórica de Leonel Brizola no partido.

Logo no início de sua fala, Ciro fez do mote “o Brasil precisa mudar” uma constante do discurso. Cuidadoso, Ciro tentou se mostrar conciliador . “ É preciso Respeitar as diferenças, fim da cultura de ódio, acabar com o brasileiro sendo ferido por outro brasileiro na internet. Ninguém é dono da verdade.”

Ciro também se manifestou sobre sua fama de esquentado: “Minha  ferramenta é minha palavra, falo 10 horas por dia, cometo erros, mas nenhum deles por desonestidade intelectual”.

 

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Ele não deixou de responder, no entanto, as críticas que recebeu do mercado financeiro por algumas de suas propostas. “Essa gente quebrou o nosso País a pretexto de austeridade. Querem matar o carteiro para que o povo brasileiro não leia a carta”, disse antes de fazer referência ao montante pago em juros de dívida pública. “Que me persigam, mas somente com juros, este ano, gastaram R$ 380 bilhões. É difícil explicar ao povo, mas a sociedade brasileira está devendo R$ 5 trilhões ao baronato”, complementou.

Os discursos de Ciro Gomes sobre a dívida pública e o pagamento de juros, que ele considera excessivamente altos, assustaram o mercado e pode ser o fator que afastou o bloco conhecido como “Novo Centrão” (DEM e SD) a se afastar de uma aliança com ele. Soma isto às vaias que recebeu quando criticou a reforma trabalhista aprovada em 2017 em evento da Confederação Nacional de Indústrias.

Ciro minimizou esse mal estar, dizendo que estaria ao lado do trabalhador e da classe média. O candidato prometeu olhar as contas públicas “com lupa. “O governo esfola o povo trabalhador com um sistema de impostos injusto e perverso. Povo e classe média já pagaram demais. A classe média paga dobrado para viver no País e o Estado não devolve serviços de qualidade. Quem tem de pagar agora é o governo e o mundo mais rico. “Não falo do mundo mais rico com preconceito, não vamos sair dessa situação com o ‘nós contra eles'”.

No discurso, Ciro falou, sem detalhar, os 12 eixos de sua campanha. Além de emprego, saúde e educação, o candidato focou em segurança pública – tema que tem sido o forte de candidatos de outro campo político.

 

Com informações de Estadão

 

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