O jornal eletrônico de Águas Claras • Sexta Feira, 17 de Agosto de 2018

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Brasília

Combate à violência contra a mulher é pauta na Câmara Legislativa do DF

Distritais defendem penas mais duras e medidas sócio-educativas

Os recentes casos na mídia, como o assassinato brutal da advogada Tatiane Spitzner, no Paraná, jogada do 4º andar pelo marido; e do assassinato de Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, também arremessada de um prédio na Asa Sul pelo companheiro, trouxeram à tona a questão da violência contra a mulher no país.

O crescimento do número de casos de assassinados de mulheres pelos seus companheiros, os chamados feminicídios, foi um dos assuntos abordados pelos deputados distritais nos pronunciamentos da sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (7). Alguns deputados defenderam o endurecimento das penas dos agressores e até mesmo a prisão perpétua para combater o crime.

O deputado Chico Vigilante (PT) disse que está estarrecido com o crescimento de números de casos de feminicídios no País e especialmente no DF. Ele classificou os casos recentes no Paraná e aqui próximo no Riacho Fundo e na Asa Norte como assassinatos bárbaros. Para ele, a Lei Maria da Penha, criada há 12 anos para combater este tipo de crime, não está conseguindo evitar as tragédias. “É hora de pensarmos em medidas mais duras. Por princípio, sou contra a pena de morte, mas devemos começar a discutir a prisão perpétua para estes casos”, sugeriu Vigilante.

 

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Na mesma linha, a deputada Luzia de Paula (PSB) defendeu medidas mais duras contra os criminosos. “Só com medidas mais duras, teremos tranquilidade para as mulheres, que estão tendo suas vidas ceifadas diariamente”, completou.

O deputado Wasny de Roure (PT) destacou mais um aniversário da Lei Maria da Penha e lamentou os recentes episódios de “humilhação e discriminação ao sexo feminino”. “Os poderes públicos precisam enfrentar de forma efetiva essa questão”, frisou.

Ricardo Vale (PT), por sua vez, pregou a preparação de uma “geração melhor”, com mais respeito à mulher e equidade de gênero, por meio da educação, em especial nas salas de aula. O distrital citou a Lei nº 5.806/2017, de sua autoria, que trata do combate ao machismo nas escolas públicas do Distrito Federal. “Estamos vendo um verdadeiro ataque aos direitos das mulheres”, afirmou, salientando os diversos casos de feminicídio registrados nos últimos dias: “Tem mulher sendo atirada pela janela e morta por facada”. Vale concluiu seu pronunciamento pedindo empenho ao governo do DF para a efetiva implementação da lei: “Só a educação pode mudar esse quadro”.

 

Com informações de CLDF

Capa: Ato de estudantes no Teatro de Arena da UnB em luto e homenagem à estudante Letícia Ribeiro, morta pelo ex-colega de curso Vinicius Neres, dentro das instalações da Universidade em março de 2016

 

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