O jornal eletrônico de Águas Claras • Sexta Feira, 17 de Agosto de 2018

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Crime

Motorista de Uber que matou passageiro com taco de beisebol será levado a júri popular

Segundo a polícia, o homicídio foi cometido porque o motorista não gostou de ter esperado muito tempo o passageiro antes da viagem

Em setembro de 2017, uma viagem de Uber terminou em tragédia, agora o praticante do crime será julgado por júri popular. A data ainda será marcada. A 2ª Turma Criminal do TJDFT negou o pedido para que Edson de Oliveira Ramos não fosse levado a júri popular. Com a decisão colegiada, o motorista de Uber, que é acusado de matar um passageiro com golpes de taco de beisebol será julgado pelo Tribunal do Júri de Brasília em data ainda não marcada.

Entenda o caso

De acordo com os autos, a vítima e um amigo deixaram um bar no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e solicitaram transporte, com utilização do aplicativo Uber, com destino ao Sudoeste. Durante o trajeto, o motorista teria reclamado do tempo de espera dos passageiros, que teria causado a perda de outra corrida mais vantajosa, o que gerou desentendimento entre eles. Ao chegarem no destino final, Edson desceu do veículo armado com um taco de beisebol. Enquanto a vítima se dirigia ao seu automóvel, foi golpeada na cabeça. O acusado fugiu em seu automóvel.

 

 

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Após ouvir as testemunhas e interrogar o acusado, o juiz decidiu pela pronúncia do réu: “Assim, tendo a instrução processual revelado indícios de autoria por parte do acusado, inclusive no que se referem às qualificadora, confirmando em tese o que restou apurado na fase inquisitiva, e estando comprovada a materialidade do crime, impõe-se seja o caso submetido ao Júri Popular desta Circunscrição”.

Prisão preventiva

Edson não poderá recorrer da sentença de pronúncia em liberdade. Segundo o juiz, Edson foi preso preventivamente, com fundamento na garantia da ordem pública, em face da gravidade em concreto da conduta por ele praticada. “Não verifico qualquer modificação fática que pudesse ensejar a soltura do acusado. Verifico, ainda, que nenhuma das medidas cautelares dispostas no art. 319 do Código de Processo Penal mostra-se eficaz, adequada e suficiente para o prosseguimento do feito”, assinalou. Assim, inexistindo mudança fática que justificasse a revogação da decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva do réu, com fundamento na garantia da ordem pública, não lhe concedendo o direito de recorrer em liberdade.

 

Via TJDFT

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