O jornal eletrônico de Águas Claras • Sexta Feira, 17 de Agosto de 2018

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Tráfico de influência

O que se sabe sobre a Operação (12:26)

Polícia Civil investiga suposto tráfico de influência envolvendo o Palácio do Buriti

Nesta segunda (7) a Polícia Civil do DF deflagrou a Operação (12:26). 15 mandados de busca e apreeensão foram emitidos pela 4ª Vara Criminal de Brasília. Uma equipe chegou a investigar o Palácio do Buriti.

A polícia junto ao MPDFT estão investigando uma possível tentativa de ampliar a área de ocupação para ampliação do Iguatemi Shopping no Lago Norte.

Dez pessoas que ocupavam cargos comissionados foram alvos da operação. O empresário Marcelo Carvalho de Oliveira, ex-executivo do grupo Paulo Octávio, um dos donos do Shopping Iguatemi. O processo de ampliação do shopping foi suspenso em decorrência da investigação.

 

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Marcello Nobrega, então Assessor Especial da Casa Civil, foi exonerado assim que a investigação saiu para a imprensa. Ele é acusado de ser op principal O assessor parlamentar Hermano Gonçalves de Souza Carvalho também foi exonerado pelo gabinete do Deputado Rodrigo Delmasso (PRB).

O nome da operação, 12:26, é uma referência ao Antigo Testamento da Bíblia. O trecho diz: “o homem honesto é cauteloso em suas amizades, mas o caminho dos ímpios os leva a perder-se”. Participaram dessa fase 12 delegados e 54 policiais.

Também está sendo innvestigado o pagamento de R$ 1 milhão “a título indenizatório e sem cobertura contratual” ao Hospital Home.

Outro lado

A Secretaria da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais do Governo do Distrito Federal esclarece que o contrato de locação 18/2012-CACI com a Empresa Papillon Hotel e Administração de Imóveis LTDA, assinado em 29 de novembro de 2012, foi rescindido em 1° de junho de 2015. O contrato de locação atenderia, inicialmente, 6 órgãos de governo da gestão anterior. Boa parte desses órgãos foram extintos ainda em 2015 na reestruturação da Administração.

O processo de desocupação do imóvel iniciou com a notificação da contratada, em 30 de abril de 2015 por desinteresse na continuidade  do contrato pela administração. Em 19 de maio de 2015, foi realizada a vistoria do imóvel e em 29 de maio do mesmo ano o imóvel foi completamente desocupado.

Nesse processo, a empresa realizou três requerimentos – em 29 de dezembro de 2014, em 10 de junho e em 14 agosto de  2015. Foram quatro pedidos do locatário: o reajuste do valor do aluguel, indenização de reparos, pagamento referente ao  mês de dezembro de 2014 e pagamento de aviso prévio de 60 dias da desocupação.

 

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Todos os requerimentos da empresa foram negados pelo governo por terem sido interpostos fora do prazo e por inadequação jurídica.

Em 2015, até data da rescisão, os pagamentos que ocorreram tratam apenas dos alugueis,  realizados mês a mês, de forma contínua e regular.

Assim, cabe destacar, que em nenhum momento houve ato irregular a fim de beneficiar a empresa contratada.

Além disso, após indícios de irregularidades apontados pela CGDF, foram  abertas Tomada de Contas Especial e sindicância para averiguar os fatos apontados.

 

Com informações de Metropoles e assessoria

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