O jornal eletrônico de Águas Claras • Domingo, 19 de Agosto de 2018

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Caesb

Consumo menor de água no DF provoca queda de 10% no faturamento

A queda de consumo provocado pela crise hídrica fez com que a Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) perdesse 10,9% do faturamento projetado para este ano. O número foi levantado pela companhia a pedido do G1, e inclui tanto o impacto do próprio racionamento – que deixa de distribuir água a milhares de imóveis todo dia desde janeiro – quanto a redução de consumo por clientes mais “conscientes”.

Segundo a Caesb, a previsão inicial era de ter faturado cerca de R$ 413 milhões de janeiro a julho deste ano, mas a realidade foi de R$ 47 milhões a menos. Comparando com os resultados do mesmo período de 2016, a receita foi de R$ 47 milhões a menos – ou redução de 4,9%.

Nos primeiros sete meses do ano, o volume de água consumido pelos moradores do DF caiu 10,1 bilhões de litros. Na prática, significa que o consumo apresentou redução de 10,8% em relação ao mesmo período de 2016.

 

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Por causa do caixa girando menos, a Caesb precisou se adequar à nova realidade. A empresa, no entanto, não detalhou qual foi o tamanho dos cortes que precisou fazer para se encaixar ao orçamento mais enxuto.

“Fizemos ajustes de despesas, aumentamos as buscas por aqueles que estão roubando água [os gatos], demos incentivos aos inadimplentes para que paguem as contas atrasadas, aumentamos os cortes de fornecimento de água dos inadimplentes e vamos protestar aqueles usuários que estiverem devendo. Esperamos com isso conseguir o reequilíbrio financeiro da empresa.”

Hidrômetro no Laboratório de Micromedição da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

Hidrômetro no Laboratório de Micromedição da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

Reajuste

Desde junho, o valor da conta de água foi reajustado em 3,1%. Inicialmente, o índice de 2,56% – anunciado pela Adasa em audiência pública – foi contestado pela Caesb, que pediu reajuste de 5%. Segundo a agência, após apresentação dos custos operacionais e a discussão pública da proposta inicial, os cálculos forem refeitos e a Adasa definiu a correção no valor atual.

Por Gabriel Luiz, G1 DF

Foto: G1

 

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