O jornal eletrônico de Águas Claras • Quinta Feira, 19 de Abril de 2018

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Violência

DF tem o menor índice de violência envolvendo policiais do Brasil, segundo pesquisa. 

O Distrito Federal apresentou leve queda na taxa de mortes envolvendo ações policiais em relação a 2015, mas no Brasil inteiro os índices cresceram.

 

Nesta segunda feira (30) o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou 4.224 casos de mortes envolvendo operações policiais no Brasil inteiro em 2016. Ou seja, quando um policial acaba matando em uma operação.

 

Também cresceu o número de mortes de policiais vítimas de homicídios: 437 mortes dentro e fora do serviço, a diretora-executiva do Fórum, Samira Bueno, explicou que boa parte das mortes acontecem em bicos, como em segurança privada e escolta. São serviços mais arriscados e precários, e muitos policiais fazem pela necessidade de complementar a renda. Além disso, muitas mortes ocorrem fora do serviço, em ocasião de assaltos, quando a pessoa é assassinada por ser identificada como policial.

 

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Os estados com maior índice de mortes por policiais são respectivamente o Amapá, com 7,5 mortes por 100 mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 5,6 mortes por 100 mil hab. O a violência policial no Amapá cresceu 48% desde 2013. O estado é o 3º no mais violento do Brasil, boa parte decorrente de conflitos no campo.

 

O Distrito Federal fica em último lugar no ranking de violência, com 0,2 mortes por 100 mil hab, em 2016, índice que se manteve com a escalada da violência em todo o Brasil.

 

Aumento da violência

 

Os dados divulgados pelo Fórum de Segurança revelam que as mortes por violência cresceram 4% em ano passado, chegando a 61.619 crimes. Em outros termos, uma pessoa foi morta a cada 7 horas no ano de 2016.

 

E neste ano de 2017, marcado por rebeliões em presídios como em Manaus e RN, greves de policiais no Espírito Santo que levou a uma onda de crimes em fevereiro; situação de emergência nas favelas do Rio de Janeiro onde o exército foi convocado a intervir; crescimento do desemprego e de conflitos na região rural, não será de espantar ver estes números crescerem ainda mais, até mesmo na nossa relativamente pacífica capital federal.

 

 

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Henrique Martins / Aqui Águas Claras; com informações da Folha de S. Paulo

 

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