O jornal eletrônico de Águas Claras • Segunda Feira, 18 de Junho de 2018

Paralisação

Estudantes de Águas Claras enfrentam dificuldades com a greve do metrô


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“Além do ônibus, que demora uns 20 minutos a mais, eu desço na EPTG e sigo a pé até o meu prédio.” relata estudante da UnB.

 

Águas Claras é uma região contruída em torno das linhas do metrô, sendo um transporte vital à cidade. Quando ele está em falta, muita gente se sente prejudicada. A escassez de linhas de ônibus para o Plano Piloto é um dos problemas.

 

No 14º dia de greve dos metroviários a rotina de muitas pessoas mudou, e para pior. O impasse entre o Sindicato dos metroviários (Sindmetrô) e o Metrô/DF continua, e as estações continuam de portas fechadas, é o quinto dia com paralisação total.

 

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Nesta terça o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10) reiterou em liminar a multa diária de R$ 100 mil pela desobediência de circulação mínima dos trens durante a greve. O desembargador Pedro Luís Vicentin Foltan determinava que o metrô funcionasse com escalada mínima de 90% da frota e dos empregados nos horários de pico (6h às 10h e das 16h30 às 20h30) como havia acontecendo nas semanas anteriores. O Metrô-DF disse que havia remanejado o quadro de funcionários para manter o funcionamento, mas a crescente adesão à greve tornou a manutenção insustentável.

 

O trajeto entre Águas Claras e a Universidade de Brasília (UnB), o fim da Asa Norte, duraria cerca de 1h em dias normais de metrô para o estudante de ciências políticas Daniel Lorenzo, 22 anos. Ontem, o caminho levou 2h. “Além do ônibus, que demora uns 20 minutos a mais, eu desço na EPTG e sigo a pé até o meu prédio. Só essa caminhada dura por volta de 40 minutos”, queixou-se o estudante ao Correio Braziliense. Ontem, a lentidão foi maior, porque os coletivos dividiram as faixas exclusivas com os carros, segundo ordem do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

 

Grávida de sete meses, Francielly Teles, 23, desistiu de ir ao trabalho por causa da falta de conforto dos ônibus. Desta vez, ela não tinha opção do metrô a partir do Terminal Ceilândia até o Plano Piloto. Deu meia-volta ainda em Taguatinga. “Está muito cheio e fico preocupada com a minha saúde”, relatou também ao jornal.

 

Nesta quinta (23) o desembargador Foltran se encontrará com advogados de ambas as partes, mas há poucas expectativas de se sair um acordo. A categoria reivindica a convocação dos aprovados no último concurso e a data-base do acordo firmado em 2015.

 

Com informações do Correio Brazilense.

 

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