O jornal eletrônico de Águas Claras • Quinta Feira, 26 de Abril de 2018

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Operação Panoptes: Ministério Público denuncia quatro pessoas de Águas Claras

O grupo vendia vagas em concursos públicos, diplomas de cursos superiores e vagas em vestibular de medicina

A Promotoria de Justiça de Águas Claras ofereceu denúncia contra quatro pessoas pelos fatos apurados na Operação Panoptes. Os denunciados foram processados pelos crimes de organização criminosa, fraudes em certames de interesse público e falsificação de documento público.

A ação penal foi encaminhada à Vara Criminal e do Tribunal do Júri da cidade, nesta sexta-feira, 8 de setembro. As investigações continuam e possíveis fatos referentes a outros envolvidos poderão resultar em novas ações penais.

 

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Os policiais civis cumpriram quatro mandados de prisão preventiva de suspeitos de integrarem a organização criminosa, que organizavam a fraude e aliciavam candidatos. Os presos são: Helio Garcia Ortiz, Bruno de Castro Garcia Ortiz, Johann Gutemberg dos Santos e Rafael Rodrigues da Silva Matias. Líder da Máfia dos Concursos descoberta há 11 anos, Ortiz voltou a atuar. Ele e o filho, Bruno Ortiz, foram presos em 2005 na Operação Galileu.

A Justiça também autorizou a execução de 16 mandados de condução coercitiva para depoimentos de pessoas que teriam comprado vaga em concursos e 12 de busca e apreensão em endereços de investigados. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Águas Claras. A Deco iniciou as investigações a partir de denúncias de irregularidades no concurso para o Corpo de Bombeiros do DF há três meses. Duas pessoas que tentavam fraudar a prova foram identificadas. Assim, a investigação desvendou modalidades adotadas para driblar a concorrência cada vez elevada para a seleção de interessados em ingressar no serviço público.

 

Operação Panoptes

A operação, batizada de Panoptes (referência ao monstro da mitologia que tinha 100 olhos), deflagrada em 21 de agosto, apura esquemas de fraudes em concursos públicos do Distrito Federal, ocorridas pelo menos nos últimos cinco anos. O grupo vendia vagas em concursos públicos, diplomas de cursos superiores e vagas em vestibular de medicina.

As investigações apontaram que as fraudes eram realizadas, geralmente, de quatro formas. Uma delas era a utilização de ponto eletrônico pelos candidatos, que recebiam as respostas por membros da organização criminosa, denominados “pilotos”, que seriam os responsáveis por fazer a prova e sair do local com as respostas. Outra forma de operação era a utilização de celular escondido no banheiro, com transmissão das respostas.

 

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Também foi verificado o envolvimento de bancas organizadoras, que recebiam as folhas de resposta quase em branco e faziam o preenchimento de acordo com o gabarito oficial. Foi apurado, ainda, casos de outras pessoas que faziam a prova no lugar dos inscritos, com o uso de documentos falsificados.

Secretaria de Comunicação
(61) 3343-9604 / 3343-9601 / 3343-6413 / 99303-6173

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