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Justiça aumenta pena de motorista que matou médica do HRT

Pena inicial de 31 anos e 6 meses de reclusão foi aumentada em um ano. Crime ocorreu em outubro de 2018

Após recurso da Promotoria de Justiça Criminal de Taguatinga, a 1ª Turma Criminal do TJDFT, manteve a condenação de Rafael Henrique Dutra da Silva pelo assassinato da médica Gabriela Rabelo Mequelino Cunha. A pena do réu foi aumentada de 31 anos e 6 meses para 32 anos e 10 meses de reclusão.

Em primeira instância, o sentenciado havia sido condenado apenas pela prática dos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. Na apelação, o Ministério Público pediu a reforma da decisão a fim de que fosse reconhecida a prática de 14 furtos qualificados autônomos ao crime de latrocínio. A Justiça acolheu a tese ministerial e aumentou a pena do réu em mais um ano.

O crime

Rafael trabalhava como motorista da vítima à época do crime e, em razão da confiança mantida no funcionário, Gabriela entregou a ele uma procuração para fazer movimentações bancárias e pagamentos cotidianos. Após Gabriela recolher o documento, Rafael guardou uma cópia, que foi usada para fazer saques depois que a médica foi assassinada.

A vítima desapareceu em 24 de outubro de 2018 e seus restos mortais foram localizados pela polícia somente no dia 28 de janeiro de 2019. A ossada estava em um matagal, às margens da rodovia DF-001, em Brazlândia. O local foi apontado por Rafael logo após sua prisão. Ele trabalhava como motorista particular da médica e contava com toda a confiança da vítima.

Por dois meses, Rafael se passou por Gabriela, mantendo contato com a família pelo WhatsApp, dizendo que ela estava internada em uma clínica de repouso. No período, movimentou a conta bancária da servidora, que recebia salário mensal de R$ 17 mil. Ao todo, as transações chegaram a R$ 200 mil.

O criminoso narrou, em detalhes, como a morte da médica foi planejada e todos os fatos que motivaram sua decisão em assassinar a cirurgiã. Rafael conseguiu o emprego com facilidade pois tinha a indicação de sua mãe, que havia trabalhado anteriormente com Gabriela.

De acordo com as investigações, Rafael pagava contas, resolvia pendências e, às vezes, atuava como corretor – ele vendeu, pelo menos, um dos imóveis da médica por R$ 70 mil, em Pirenópolis (GO). Mensalmente, o homem desviava cerca R$ 1,5 mil para suas contas pessoais.

Entretanto, os planos de Rafael começaram a ruir quando Gabriela iniciou um namoro. Segundo as investigações, o companheiro aconselhou a médica a retirar os cartões, a procuração e toda a autonomia que o motorista possuía. Sem ter acesso ao dinheiro, Rafael resolveu planejar a morte da patroa.

 

Com informações de MPDFT